quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
















O silêncio, o barulho, me sufocam
Vaza o peso, abre o peito
lágrimas espalhadas confundem as águas
Os dedos tocam a pele fria
Um segundo passa longo
não me afogo
não me afobo
sem medo sem mágoa
só o peso
mais leve
imerso em água
a superfície longe
a minha vida
onde
Tudo tem gosto de paz
morrer não dói mais
Como estar no céu
me deito em braços teus, Iemanjá
me deito pra não voltar
sou tua oferenda hoje, aceite-me