quinta-feira, 15 de janeiro de 2015


Se você quiser morar aqui
Abro a porta com calma, espero você se ajeitar
Pode trazer as suas coisas, coloque em qualquer lugar
A gente se acomoda...

Não é muito grande aqui, é bem humilde
Mas é confortável e limpo.
A gente junta tudo o que tiver
Faz nosso lar e fica livre

Entrada e saída

Ninguém esta preso, volta sempre que quiser.

Sabe, meu bem
É bom caminhar ao lado de alguém
Dormir pode ser um ato muito solitário
Morar na casa de nada e ninguém
Onde ninguém chega, nunca
Por isso, se quiser morar aqui
Dentro de algum desses lugares
Que a gente guarda no corpo, na história
Pode armar barraca, pode deitar no colchão
No chão, no céu, no meu peito
E eu repito

Pode ficar aqui dentro. 
Quase por inocência
Eu sorri à sua ida
Porque sua permanência durou pouco
A alegria da tua chegada reinava ainda...
Mas sem eu perceber, foi
E após, então
Vieram-me todas as coisas

As outras coisas

Que não sei dizer...
Pois é cedo pra ser saudade,
É pouco pra ser paixão
Mas é algo - então não pode ser nada...

Aquela noite que me deitei ali

Perto e longe

A lua aparecia em um canto da janela
Dizendo “pra que essa espera?”
Ah, se ela soubesse como eu sou
Como aquelas crianças que deixam roubar seu doce
E chegando em casa choram pras suas mães.

Lua, bonita, não precisa rir da minha cara
Esses grandes-pequenos erros
Sempre viram pequenos-grandes acertos
E quando for certo

Cedo ou tarde

Quando for, flor

Novamente, você vai estar aqui por perto.