quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Quase por inocência
Eu sorri à sua ida
Porque sua permanência durou pouco
A alegria da tua chegada reinava ainda...
Mas sem eu perceber, foi
E após, então
Vieram-me todas as coisas

As outras coisas

Que não sei dizer...
Pois é cedo pra ser saudade,
É pouco pra ser paixão
Mas é algo - então não pode ser nada...

Aquela noite que me deitei ali

Perto e longe

A lua aparecia em um canto da janela
Dizendo “pra que essa espera?”
Ah, se ela soubesse como eu sou
Como aquelas crianças que deixam roubar seu doce
E chegando em casa choram pras suas mães.

Lua, bonita, não precisa rir da minha cara
Esses grandes-pequenos erros
Sempre viram pequenos-grandes acertos
E quando for certo

Cedo ou tarde

Quando for, flor

Novamente, você vai estar aqui por perto.

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